Os erros de pensamento mais comuns na relação conjugal são:
Abstração seletiva: onde o cônjuge seleciona os fatos que comprovem seu pensamento distorcido e ignora todos os outros fatores que possam invalidar seu pensamento. Com isso passa a enxergar somente as evidências que comprovem suas crenças negativas a respeito do parceiro.
Hipergeneralização: o parceiro cria uma resposta padrão para as situações baseado em um fato isolado do passado, levando-o a um comportamento negativo sempre que enfrenta uma situação parecida.
Inferência Arbitrária:o indivíduo tira conclusões tendenciosas de fatos específicos mesmo quando não há evidências que a comprovem.
Personificação: o que acontece no relacionamento é interpretado de forma egocêntrica, onde as ações do parceiro sempre são avaliadas como uma forma de mostrar insatisfação ao cônjuge.
Leitura do Pensamento: o companheiro acredita saber o que o outro está pensando e sentindo o tempo todo, sendo que este tipo de distorção pode levar a interpretações erradas e impedir a abertura para o diálogo.
Rotulação negativa: os cônjuges constroem a partir de eventos isolados rótulos para si e para o companheiro, mesmo com evidências que contradizem o rótulo criado.
Pensamento Dicotômico: são pensamentos polarizados que não permitem um meio termo, levando o cônjuge a pensamentos como os de ser rejeitado ou mal amado.
Maximização e Minimização: o cônjuge avalia determinadas situações e atribui um valor maior ou menor do que realmente tem, sendo que os aspetos negativos são supervalorizados, enquanto os positivos são descartados.
A psicoterapia de casal busca identificar quais são as distorções cognitivas do casal que trazem problemas no relacionamento, levando o casal a refletir sobre seus pensamentos e crenças em busca de uma reestruturação dessas cognições.
Ana Cláudia Vargas
Psicóloga
Juiz de Fora-MG
Ana Cláudia Vargas
Psicóloga
Juiz de Fora-MG

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