domingo, 31 de maio de 2015

Insônia em crianças

Dormir e ter um sono de qualidade não deve ser uma preocupação apenas para os adultos, mas também para as crianças. O sono do bebê irá contribuir na saúde como um todo, sendo que seu ritmo é estabelecido a partir do terceiro mês de vida. 

A insônia do bebê pode ser definida como a dificuldade repetida em iniciar e/ou manter o sono, ocorrendo um grande número de despertares durante a noite, podendo também ocorrer dificuldade em reiniciar o sono. 

A diferença entre o sono normal e o distúrbio no sono da criança está relacionada com uma quantidade de sono que seja suficiente para  garantir o desenvolvimento normal, a saúde física e emocional e uma função imunológica adequada. 

Podemos classificar 3 tipos de insônia, de acordo com seus motivadores, são elas:

1- Insônia Comportamental da Infância: 

A insônia comportamental pode ser divida em dois tipos:

a) Insônia de associação para iniciar o sono: o ato de adormecer esta ligado a um objeto ou a um ritual, que se ausentes retardam ou impedem o início do sono. Por exemplo: mamar antes de dormir ou ser ninado. Ou seja, na falta daquilo que a criança está acostumada a ter ou fazer antes do sono, ela não consegue assimilar que aquela é a hora de dormir. 

b) Insônia por dificuldade de imposição de limites: a criança se recusa a ir dormir e não há quem coloque limites. Sem um horário estabelecido, o ciclo do sono fica desregulado, o que leva a dificuldades para adormecer.

2- Insônia de Ajustamento: 

A insônia se dá devido a algum estresse psíquico, social, físico, médico ou ambiental. Como por exemplo, brigas constantes entre os familiares e desajuste na escola.

3- Insônia por Higiene do Sono Inadequada

A dificuldade para dormir deve-se a hábitos impróprios, tais como: mães que amamentam e consomem muita cafeína, muita estimulação física antes de dormir e falta de horários para dormir. 


A terapia comportamental tem alcançado bons resultados no tratamento da insônia em crianças. O trabalho consiste em restabelecer o ritmo do sono/vigília por meio do treinamento dos pais e dar suporte a estes para compreender as particularidades da criança.

Ana Cláudia Vargas da Silva
Psicóloga
Juiz de Fora-MG

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